
Olho para o céu e para o rio e penso muitas vezes nas cores que usaria se os fosse pintar. Provavelmente faria uma mistura entre azul, preto, branco e depois ficaria frustrada com o resultado e com o facto de as aguarelas terem ficado todas sujas. A antevisão dessa frustração faz-me descartar a ideia de pintar seja o que for.
Outras vezes pasmo com a variedade de tons que o rio assume. Parece que não é só conforme os tons do céu... como se na cor do rio houvesse também tons que reflectissem os seus sentimentos. Ou talvez os meus. E ponho-me a imaginar como seria um blogue em que eu publicaria todos os dias uma fotografia diferente da mesma vista do rio e tentaria descrever a especificidade da cor dele. Inevitavelmente, antevejo a frustração de querer arranjar termos diferentes para descrever a cor do rio sempre de forma nova, sem conseguir.

